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28.jun | 2023

Estratégias para prevenir vazamentos de dados hospitalares: como enfrentar os desafios dos Ataques Cibernéticos

Compreendendo o cenário dos vazamentos de dados hospitalares

 A proteção dos dados de saúde é uma preocupação essencial, pois o vazamento de informações relacionadas à saúde pode expor condições e enfermidades que os titulares desejam manter em sigilo. Isso pode causar transtornos significativos devido à divulgação irregular dessas informações.

O setor de saúde tem sido um alvo frequente dos hackers, de acordo com o Relatório de Cibersegurança de 2023 da Check Point Software. A probabilidade de pagamento pelo resgate de dados sequestrados é maior nesse setor.

Incidentes de segurança envolvendo instituições de saúde resultam em danos reputacionais inestimáveis. O sequestro, a alteração ou a perda de dados de saúde podem ter consequências negativas, afetando a confiança dos pacientes e a imagem da instituição.

Uma pesquisa conduzida pelo Ponemon Institute revelou que mais de 20% das instituições de saúde relataram aumento nas taxas de mortalidade após violações de dados. Isso destaca a gravidade do impacto que uma violação de dados de saúde pode ter, podendo até custar vidas.

O Brasil ocupa o 2º lugar no ranking mundial de países mais atingidos por ransomware, de acordo com o relatório da Trend Micro. O setor da saúde tem sido particularmente visado por ataques cibernéticos, como evidenciado pelos incidentes recentes, como o ataque ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) e ao Grupo Fleury. Além disso, houve um significativo vazamento de informações de saúde de funcionários de 21 empresas brasileiras, supostamente associado à Porto Saúde, embora a seguradora negue qualquer ataque aos seus sistemas. Esses exemplos ressaltam a necessidade urgente de abordar os vazamentos de dados hospitalares e implementar medidas eficazes para evitá-los.

Panorama dos Vazamentos de Dados Hospitalares no Brasil

Os mecanismos de armazenamento de informações de pacientes têm se tornado alvos atrativos para hackers, devido aos danos imediatos que o sequestro de dados pode causar às instituições de saúde. Essa realidade tem levado a um cenário preocupante, onde o setor de saúde enfrenta uma verdadeira epidemia de ataques cibernéticos no Brasil.

Conforme mencionado no artigo “Setor de saúde tem epidemia de hackers, e Brasil é um dos mais expostos” da revista Veja, esses ataques têm se intensificado e são acompanhados de práticas de extorsão e chantagem. Os hackers se aproveitam das vulnerabilidades presentes nos sistemas de saúde para obter acesso indevido aos dados sensíveis e, posteriormente, demandar resgate financeiro em troca da devolução ou não divulgação dessas informações.

Os danos causados por esses ataques vão além do impacto financeiro. A exposição dos dados de saúde dos pacientes compromete a segurança e a privacidade dessas informações. É importante ressaltar que o vazamento de dados médicos pode revelar detalhes sobre doenças, tratamentos e condições pessoais que os indivíduos preferem manter em sigilo. A divulgação indevida dessas informações pode resultar em sérios transtornos para os titulares dos dados, afetando sua vida pessoal, profissional e emocional.

O Brasil se destaca nesse contexto, ocupando uma posição de destaque no ranking dos países mais expostos a ataques cibernéticos no setor de saúde. A vulnerabilidade das instituições de saúde brasileiras é evidenciada pelo crescente número de incidentes relatados, que incluem não apenas o sequestro de dados, mas também a perda ou a alteração de informações médicas, o que exige ações imediatas para fortalecer a segurança dos sistemas e desenvolver estratégias de resposta.

Qual a melhor forma de prevenir vazamentos de Dados Hospitalares?

Para lidar com a crescente ameaça dos vazamentos de dados hospitalares no Brasil, é crucial que as instituições de saúde adotem medidas proativas. Isso inclui investir em tecnologias avançadas de segurança cibernética, como firewalls e criptografia, para proteger os dados sensíveis dos pacientes. Além disso, é fundamental estabelecer políticas de acesso e privacidade rigorosas, bem como realizar auditorias regulares para identificar e corrigir vulnerabilidades nos sistemas.

Ao priorizar a proteção dos dados e promover uma cultura de segurança cibernética, as instituições de saúde estarão melhor equipadas para enfrentar os desafios dos vazamentos de dados e proteger a confiança e privacidade dos pacientes. É importante ressaltar que a conscientização e educação contínuas também desempenham um papel essencial nesse processo.

Os funcionários devem ser treinados regularmente sobre as melhores práticas de segurança cibernética, incluindo a identificação de possíveis ameaças e a adoção de medidas preventivas.

Somente através de um esforço conjunto, envolvendo a implementação de tecnologias avançadas, políticas robustas e treinamentos contínuos, é possível mitigar efetivamente os riscos de vazamentos de dados hospitalares e garantir a proteção dos pacientes