14.jul | 2022

Fraude e falsificação de aparelhos de tecnologia como softwares, reacendem discursão sobre o tema. Saiba como se proteger!

Nos Estados Unidos um CEO foi indiciado pela comercialização de aparelhos de redes
falsos como se fossem dispositivos de uma marca mundial conhecida de equipamentos
para rede como switches e routers, segundo alguns documentos relacionados ao
processo o CEO faturou vendendo itens contrabandeados a milhares de empresas e até
órgãos do governo durante 09 anos mais de R$5,4 bilhões. Com clientes como entidades públicas de estados como Nova Jersey e Flórida , o falsificador importava esses dispositivos da Ásia e os vendia como produtos originais, os produtos eram vendidos com valor que chegava até 98% abaixo do valor da marca original, depois, eles eram marcados como se tivessem sido fabricados pela marca original, recebiam firewares e softwares da empresa igualmente pirateados e passavam a ser vendidos por meio de lojas como Amazon e eBay, principalmente nos EUA, mas também internacionalmente.
Diversos aparelhos vendidos foram parar em bases militares, hospitais, escolas, o que tornou o caso ainda mais grave, o resultado foram aberturas de brecha de segurança e mau funcionamento dos aparelhos. Na investigação que se estendeu por anos, as autoridades dos EUA também disseram ter apreendido mais de 1,1 mil aparelhos irregulares em armazéns pertencentes à companhia, além de enviado cartas às companhias citadas pedindo que elas interrompessem suas atividades.

Os trabalhos levaram à prisão do CEO em junho. Agora, ele é acusado pela corte do estado americano de Nova Jersey por crimes como contrabando, pirataria, fraude postal e econômica. Caso seja condenado em todas, ele pode pegar até 15 anos de prisão, além de pagar multas pelos danos causados às empresas que foram vítimas do esquema.

A investigação serviu como um alerta importante sobre esquemas de falsificação de aparelhos, foi descoberto que existem desde aparelhos de
terceiros que são marcados como se fossem da fabricante, com direito a softwares, caixas, manuais e etiquetas, até itens antigos que são “desbloqueados” e alterados indevidamente, com componentes irregulares, para rodar softwares recentes ou entregarem funcionalidades atuais.

Existe uma lei contra falsificação de softwares?

No Brasil quase metade dos softwares instalados aqui não são licenciados, o índice já chegou a 47% segundo uma pesquisa feita pela BSA ((Business Software Alliance),
essas empresas podem além de exposta a riscos de invasão, podem estar sendo multadas e sendo consideradas criminosas pois no Brasil o software é regulamentado pelas
leis 9.609/1998 e 9.610/1998, e muitas empresas não estão cientes disso.

A pirataria em software deixa os computadores das corporações mais vulneráveis aos malwares que podem comprometer a segurança de dados corporativos e a qualidade
dos equipamentos, por isso é de suma importância que os setores de compra e TI busquem revendedores oficiais ou as próprias fabricantes para a aquisição de aparelhos,
principalmente aqueles que lidam com tarefas e sistemas críticos. Estar de olho em valores muito abaixo do mercado também é uma dica para fugir de esquemas de falsificação
e contrabando da comercialização legítima de dispositivos.

A pirataria não está somente em softwares de computadores mas também em equipamentos como pendrive, HDs e celulares, etc, comprar esses produtos de fontes desconhecidas podem trazer riscos ao usuário leigo, que aproveita para economizar e comprar o equipamento que tanto almeja e acaba saindo no prejuízo quando percebe que o produto é falso. Em alguns casos pode ocorrer a coleta de dados pessoais e divulgação do mesmo, o que gera um grande transtorno.

Outro ponto sobre a pirataria é prejudicar a imagem da empresa, já que os produtos vendidos de forma ilegal são de baixa qualidade, fazendo aquele produto em meses ao invés de anos parar de funcionar ou apresentar sérios problemas de funcionamento, isso faz com que o cliente em questão deixe de comprar e saia falando mal do produto, gerando um feedback negativo para empresa.

 

 

Fonte: Terra, Confirp.