20.ago | 2021

LGPD: Investir em segurança da informação é uma redução de custos

Desde a regulamentação da LGPD, a segurança de dados ficou ainda mais sensível para empresa. Além dos danos causados à imagem da companhia, a lei prevê multas e sanções para casos de vazamentos de dados dos clientes. Com o aumento dos casos de vazamentos, o investimento em segurança da informação é uma forma de reduzir custos, levando em consideração que os prejuízos com ataques de hackers somaram cerca de 1 trilhão de dólares em 2020 no mundo. No Brasil, os prejuízos somam cerca de 6 milhões de reais.

Para se ter ideia, somente no Brasil, foram cerca de 3,4 bilhões de tentativas de ataques, cerca de 40% do total mundial, dados do ano passado. E quando falamos de segurança da informação, falamos também da proteção das tecnologias que uma organização utiliza. Em fevereiro deste ano, um hacker invadiu o sistema de tratamento de água de uma cidade dos Estados Unidos e tentou envenenar toda a população com aditivo químico na água. Por sorte, um engenheiro percebeu a alteração em um dos produtos químicos e impediu o desastre.

Entenda a LGPD:

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) estabelece diretrizes importantes e obrigatórias para a coleta, processamento e armazenamento de dados pessoais. Ela foi inspirada na GDPR (General Data Protection Regulation), que entrou em vigência em 2018 na União Europeia, trazendo grandes impactos para empresas e consumidores.

No Brasil, a LGPD (Lei nº 13.709, de 14/8/2018) entrou em vigor em 18 de setembro de 2020, representando um passo importante para o Brasil. Com isso, passamos a fazer parte de um grupo de países que contam com uma legislação específica para a proteção de dados dos seus cidadãos. Diante dos atuais casos de uso indevido, comercialização e vazamento de dados, as novas regras garantem a privacidade dos brasileiros, além de evitar entraves comerciais com outros países.

A legislação se fundamenta em diversos valores e tem como principais objetivos:

Assegurar o direito à privacidade e à proteção de dados pessoais dos usuários, por meio de práticas transparentes e seguras, garantindo direitos fundamentais. Estabelecer regras claras sobre o tratamento de dados pessoais. Fortalecer a segurança das relações jurídicas e a confiança do titular no tratamento de dados pessoais, garantindo a livre iniciativa, a livre concorrência e a defesa das relações comerciais e de consumo. Promover a concorrência e a livre atividade econômica, inclusive com portabilidade de dados.

 

Fonte de apoio: Sebrae