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23.fev | 2023

Saiba o que é DEEPFAKE e confira os 03 riscos mais comuns.

Você já ouviu falar em deepfake?

Este é, na verdade, um modus operandi que vem ganhando bastante popularidade nos últimos anos.

Em suma, a deepfake é uma tecnologia que faz uso da inteligência artificial para manipular imagens e sons a fim de criar vídeos extremamente realistas, mas que não são reais.

A primeira vez que surgiu, em 2017, a deepfake foi utilizada com fins nocivos. Na ocasião, de acordo com o site educamídia.org, um usuário da rede social Reddit que atendia pelo nome “deepfake”,  “começou a postar vídeos pornográficos envolvendo celebridades como as atrizes Gal Gadot e Emma Watson”. Com o passar dos anos e o surgimento de novas redes sociais, além das demandas das marcas por novas formas de relacionamento com o seu público, essa tecnologia de manipulação de imagem e áudio passou a receber outra conotação.

Sabe aqueles filtros de snapchat e instagram? São tipos de deepfake profissionais que também estão presentes na indústria cinematográfica, mais precisamente nas pós-produções, seja para retocar ou substituir maquiagem. Lembre do filme Avatar.

Existem disponíveis no mercado diversos aplicativos que viabilizam a produção e compartilhamento de deepfakes e esse acesso facilitado ao usuário comum é o que preocupa.

Isso porque a dinâmica da criação de deepfakes (inserir o rosto de uma pessoa em vídeos que pretende alterar, adiciona o texto que quer que seja dito e assim consegue criar uma “realidade inventada”) pode causar consequências gravíssimas, seja no mundo digital ou no real. Confira algumas delas:

1 – Fomento à desinformação

Com conteúdo falsos, implementados de discurso de ódio e incitação à violência, a deepfake pode funcionar como grande aliada das fake news para influenciar, negativamente, a opinião pública.

2 – Danos à justiça e investigações

Isso mesmo, as deepfakes podem ser utilizadas como um instrumento de obstrução de justiça a partir do momento que os criminosos a utilizam para forjar provas ou criar falsos álibis com imagem, som e vídeo, causando danos à justiça e investigações.

3 – Fins pornográficos

 Uma das formas mais comuns do uso errado dessa tecnologia que pode ter como vítima pessoas famosas, como as já citadas neste texto, como também as anônimas. Em algumas situações, são usadas técnicas para despir pessoas ou mostrá-las em atos sexuais.